sábado, 13 de agosto de 2011

O TEMPO EXAUSTO

Imagem: PORTINARI




A mesma espécie de sábios que decretou o fim da História, com o triunfo da globalização neoliberal, decretara antes o fim das ideologias. A ordem do raciocínio é a mesma: o capitalismo, premiando os audazes e persistentes, liquidaria as ideologias. Na realidade, eles pensavam em uma só ideologia, o que é correto, do ponto de vista lógico: o fim do pensamento de esquerda, com o domínio absoluto da ordem da direita, contra a “anarquia” libertária, acabaria com os lados ideológicos. Onde predomina o pensamento único — no caso, o neoliberal — as ideias se encontram castradas, mortas.

Mas a ideologia não é uma diversão da inteligência. Ela corresponde a interesses humanos bem claros e definidos. Os homens, mesmo quando submetidos ao sofrimento mais terrível, não deixam de aspirar à felicidade. O que difere é o conceito de felicidade de cada um. Para os lúcidos, a felicidade é altruísta. Assim a sentem, por exemplo, os patriotas, quando seu país cresce em prosperidade, e todos vivem em paz e têm a mesma oportunidade de realização.


O DESTINO DA SELIC NA CRISE

Imagem: Internet






Os sinais de desaceleração da economia começam a ficar evidentes. Os grandes bancos funcionam em bases sólidas. Não há notícias de que empresas brasileiras estejam altamente alavancadas em derivativos, como ocorreu no segundo semestre de 2008. E, além dessas diferenças entre as condições brasileiras para o enfrentamento da crise de 2008 e hoje, há informações até então desconhecidas sobre os efeitos de políticas anticíclicas no país, sejam fiscais ou monetárias. O quadro em 2011 é mais claro.

Em 2008, o que se sabia da experiência histórica do país era que, ao menor sinal de turbulências no mercado internacional, a resposta da política econômica no Brasil era sempre a mesma: aumentar a taxa de juros para atrair capitais e fechar as contas do balanço de pagamentos. E, quando possível, apertar as condições fiscais para garantir a solvência do governo. Era a reação clássica de um país acostumado com crises cambiais. O Brasil nunca havia feito política monetária contracíclica e as autoridades temiam seus efeitos, avaliam fontes que estavam no governo em 2008.

Por outro lado, descobriu-se no início das turbulências daquele ano que empresas brasileiras estavam com elevadíssima alavancagem em derivativos cambiais, expostas em cerca de US$ 40 bilhões, com contratos recheados de truques e gatilhos. Uma redução precipitada dos juros e a desvalorização mais acentuada da moeda doméstica poderiam agravar a situação.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Imagem: Internet





Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhões de dólares. Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito.

A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Philip Kotler




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PHILIP KOTLER FALA SOBRE OS NOVOS TEMPOS DO MARKETING, CRISE E REDES SOCIAIS






Philip Kotler, o pai do Marketing, em entrevista exclusiva a José Salibi Neto, afirma que a partir de agora as empresas terão de instalar um sistema de alerta (prevenção) e resposta rápida (o atendimento de pronto-socorro) que lhes permita desenvolver rapidamente novos cenários quando a economia entrar em queda, o que deve acontecer com frequência, e atuar neles.

Em outras palavras, as empresas precisarão abandonar a sensação de segurança que haviam construído com políticas, estratégias e táticas resultantes de anos de tentativa e erro e aceitar que agora surgiu um ponto de inflexão estratégica gigantesco. Ou mantêm a estratégia e correm os riscos derivados dessa decisão – o novo ambiente pode castigar e, inclusive, levar à ruptura–, ou reconhecem a necessidade de uma nova.

O novo livro de Kotler, Chaotics (escrito em parceria com John A. Caslione e publicado pela Amacom) busca formatar essa nova estratégia, ou, como eles preferem chamá-la, esse sistema de gestão do caos. Kotler repassa, ainda, os fundamentos desse sistema e quais as especificidades para economias emergentes em geral e para o Brasil em particular. Acompanhe:


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aventuras no supermercado



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Uma ida ao supermercado pode render observações interessantes sobre o ser humano e a civilização. Por exemplo: os carrinhos de supermercado. O homem já está vencendo o câncer, controla a energia atômica, esteve na lua mas, até hoje, não foi capaz de produzir um único carrinho de supermercado que funcione. Eles sempre puxam para um lado, emperram, têm rodas bambas. Você empurra o carrinho cheio, ele vai para cima da senhorinha que está escolhendo calmamente sua alcachofra. Se houvesse um leilão de um carrinho que realmente funcionasse, acho que ele alcançaria valores maiores do que uma Ferrari.

Os rótulos. Rótulos e embalagens podem ser enlouquecedores. Um dia um sujeito inventou um detergente que fez muito sucesso. E então todas as embalagens ficaram parecidas com aquela. É assim: uma prateleira com 1325 detergentes e produtos de limpeza, todos exatamente iguais. É impossível você achar o que você quer. Mas a sacanagem maior mesmo é quando o fabricante muda a embalagem e você fica com cara de bobo, olhando a prateleira. Não, a embalagem do Nuggets Perdigão não tem mais a Mônica, senhor, agora é a Magali. É tudo igual, só mudou o personagem”. Ah, ok.

Pães. Por que, meu Deus, não podemos mais simplesmente comprar aquele bom e velho pão branco, o famoso Plus Vita comum? Não, ele não está à vista. São centenas de outros: iogurte, centeio, flocos, cevada, aveia. Eu queria só o pão de pão!

Encontrar produtos. Existe alguma conspiração entre os donos de supermercado que faz com que os produtos mudem de lugar, sempre. Você fica refém dos arrumadores. Você TEM que perguntar. Problema: os arrumadores usam uniformes de fabricantes. Constrangimento: você quer perguntar onde está o produto concorrente. Exemplo: você está procurando Bombril, mas só tem um arrumador com uma camisa da Assolan. E aí? Eu dava tudo por terminais onde você pudesse digitar o nome do produto e ser informado onde ele está.

Algo me intriga profundamente. Por que a gente faz questão de testar lâmpadas que custam menos de um real, mas compramos computadores de mais de R$ 5 mil sem ligar?

Depois de tudo isso, de encontrar o seu produto correto, com a embalagem certa, de empurrar o seu carrinho rebelde, de testar suas lâmpadas, você, finalmente, vai ter um alento final: a simpatia da caixa. Claro, você não vai prestar tanta atenção assim nela porque inventaram algo para você se distrair: o saquinho plástico que jamais desgruda. Você sopra, balança, se xinga porque corta as unhas até que, finalmente, consegue abrir. O primeiro. Ainda faltam outros 15.

Na saída, nove da manhã, a senhorinha do estacionamento, que agora é cobrado para quem não faz compras, te pergunta: “O senhor fez compras?”

Não. Claro que não. Eu tenho o hábito de vir aqui ao supermercado todo dia, oito e meia da manhã...

(Nelito Fernandes - Revista Época)




quinta-feira, 2 de junho de 2011

O PAÍS DO ETERNO DEVIR


Imagem: Internet





O Estado brasileiro veio antes da Nação e talvez este seja o motivo principal de haver um divórcio tão profundo entre governo e sociedade.

Lemos que o Brasil está crescendo, os miseráveis começando a comer, o ensino se universalizando, o etanol movendo nossos carros, campos e campos de petróleo sendo descobertos. Estará, pois, o Brasil entrando no Primeiro Mundo? O futuro está às nossas portas, finalmente?

Claro, podemos colorir nossa esperança de cores ingênuas e ufanistas, baseando-nos na retomada da nossa tradicional vocação para exportar produtos extrativos ou “de sobremesa”, como pau-brasil, ouro, açúcar, cacau, café, suco de laranja, minério e, dentro de alguns anos, dizem, petróleo. Essas atividades seriam, para alguns, suficientes para darmos o grande salto e transformar esta terra na primeira potência tropical. 

Penso em grandes produtores de petróleo como a Nigéria, a Arábia Saudita, o Irã, a Venezuela e, mesmo com lentes de aumento, não consigo visualizar nenhuma potência de Primeiro Mundo entre eles; por outro lado, sabemos do alto índice de desenvolvimento do Japão, ilha inóspita incrustada no Pacífico, e do crescimento vertiginoso em países ainda há pouco insuspeitados como a Coréia, politicamente dividida e sem grandes presentes da natureza.

Não posso deixar de lembrar que no início do século XVI Portugal parecia ser uma potência inalcançável: estrategicamente localizada, possuía uma frota moderna, dinheiro para contratar excelentes homens do mar italianos, uma burguesia comercial em ponto de bala e até um sistema financeiro bastante desenvolvido para a época, além de terras na África, na Índia e na América. 

O uso da Inquisição, a serviço do rei e da nobreza, para esmagar os mercadores (como ensina Antonio José Saraiva em Inquisição e Cristãos Novos), a corrupção na venda dos direitos de comando das embarcações e a burocratização e centralização administrativas – que tolhiam a iniciativa dos empreendedores mais corajosos – conseguiram impedir o desenvolvimento das forças produtivas e condenar o país a uma pasmaceira que o acompanhou por séculos. 

De fato, há uma conjunção de fatores econômicos favoráveis a que o Brasil chegue a uma mudança histórica e todos nós torcemos para que isso aconteça. Mas parece claro que eles não são suficientes para já nos sentirmos como membros de um eventual G-9. Para isso ainda falta muito.

“Onde foi que nós erramos?” é a famosa pergunta feita pelos pais quando o filho se desvia do que eles consideram o “bom caminho”. Da mesma forma, os “explicadores” do Brasil vêm tentando, sem muito sucesso, encontrar as razões que impedem nosso país de deslanchar e o mantêm pobre e desigual, distante do ideal que para ele traçamos, como se ele fosse apenas uma promessa permanente, um eterno devir.

Não que não haja explicações, apenas elas não são convincentes. E ficamos sem entender como é que um povo que consideramos tão esperto e cordial, vivendo numa terra que achamos tão generosa, não chegou ainda ao tão ansiado Primeiro Mundo.


CRIATIVIDADE


Imagem: Internet




O QUE É CRIATIVIDADE?




Modificamos o mundo através da nossa criatividade?

Você é criativo? Antes de responder dê uma olhada em sua volta, observe cada móvel, cada detalhe do lugar onde você está. Observe os carros, os edifícios, as ruas...

Como você aprendeu nas aulas de história, as coisas nem sempre foram assim, nós modificamos o mundo e o fizemos através da CRIATIVIDADE. Mas afinal, o que é criatividade? Nada mais é que uma novidade, mas não uma novidade qualquer.

CRIATIVIDADE é uma novidade capaz de acrescentar algo novo em seus conhecimentos. Observe os atos simples de sua vida e você descobrirá seu poder de CRIAR contido neles. E o que é CRIAR? Nada mais é que remanejar o que já existe. É impossível ser criativo com aquilo que não existe.

Conheça Seu Potencial Criativo

Criatividade não é privilégio apenas de gênios ou artistas. Se você ainda acredita que não tem criatividade, aqui vão algumas dicas para desenvolver seu potencial criativo. Lembre-se que este é um processo lento, que exige muita dedicação, mas a criatividade é como os músculos: quanto mais você treina, mais ela se desenvolve. 

1ª) Procure romper suas "verdades únicas", por mais doloroso que isto seja para você.
2ª) Procure aprender com seus erros, não fique martirizando a si próprio.
3ª) Valorize as experiências pessoais daqueles que estão próximos de você.
4ª) Desenvolva o hábito de leitura.
5ª) Procure reciclar tudo o que você faz (tudo pode e deve ser melhorado).
6ª) Amplie seus horizontes. Leia, com atenção a frase abaixo: "NÃO É PORQUE DA SUA JANELA VOCÊ ENXERGA ATÉ O HORIZONTE, QUE O MUNDO NÃO CONTINUA DEPOIS DELE".

*Desconheço a autoria.