Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de maio de 2012

TEORIA DA PRODUÇÃO





Imagem: Internet




TEORIA DA PRODUÇÃO


A Teoria da Produção e a Teoria dos Custos de Produção constituem a chamada Teoria da Oferta da Firma Individual. Esses temas foram inicialmente tratados pela Teoria Econômica e, com o decorrer do tempo, foram incorporados nas áreas da Contabilidade, Engenharia e Administração.

Os princípios da Teoria da Produção e da Teoria dos Custos de Produção são peças fundamentais para a análise dos preços e do emprego dos fatores, assim como de sua alocação entre os diversos usos alternativos na economia. Assim sendo, a Teoria da Produção e a Teoria dos Custos de Produção desempenham dois papéis extremamente importantes:

  • Servem de base para a análise das relações existentes entre produção e custos de produção: numa economia moderna, cuja tecnologia e processos produtivos evoluem diariamente, o relacionamento entre a produção e os custos de produção é muito importante na análise da Teoria da Formação dos Preços;
  • Servem de apoio para a análise da procura da firma com relação aos fatores de produção que utiliza: para produzirem bens, as empresas dependem da disponibilidade de fatores de produção.

A Teoria da Produção propriamente dita preocupa-se com a relação técnica ou tecnológica entre a quantidade física de produtos (outputs) e de fatores de produção (inpurs), enquanto a Teoria dos Custos de Produção relaciona a quantidade física de produtos com os preços dos fatores de produção. Ou seja, a Teoria da Produção trata apenas de relações físicas, enquanto a Teoria dos Custos de Produção envolve também os preços dos insumos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ESTRUTURAS DE MERCADO




Imagem: Internet




ESTRUTURA DE MERCADO



As várias formas ou estruturas de mercado dependem fundamentalmente de três características:

  • Número de empresas que compõem esse mercado;
  • Tipo do produto (se as firmas fabricam produtos idênticos ou diferenciados)
  • Se existem ou não barreiras ao acesso de novas empresas nesse mercado.

Concorrência pura ou perfeita

É um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas), de tal sorte que uma empresa, isoladamente, não afeta os níveis de oferta do mercado e, conseqüentemente, o preço de equilíbrio. É um mercado "atomizado", pois é composto de um número expressivo de empresas, como se fossem átomos.

Nesse tipo de mercado devem prevalecer ainda as seguintes premissas: 

  • Produtos homogêneos: Não existe diferenciação entre produtos ofertados pelas empresas concorrentes.
  • Não existem barreiras para o ingresso de empresas no mercado.
  • Transparência do mercado: Todas as informações sobre lucros, preços etc. são conhecidas por todos os participantes do mercado.


sábado, 14 de abril de 2012

OFERTA, DEMANDA E EQUILÍBRIO DE MERCADO




Imagem: Internet








1. DEMANDA DE MERCADO

A demanda ou procura pode ser definida como a quantidade de certo bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo.

Então, a demanda é um desejo e representa o máximo que o consumidor pode aspirar, dado sua renda e os preços no mercado.

A demanda depende de variáveis que influenciam a escolha do consumidor, sendo o preço do bem ou serviço, o preço dos outros bens, a renda do consumidor e o gosto ou preferência do indivíduo. Para estudar a influência isolada dessas variáveis utiliza-se a hipótese coeteris paribus.

A relação entre a quantidade demandada e preço do bem é chamada lei de demanda e diz que quando o preço sobe, a quantidade demandada diminui assumindo que outras coisas não se alteram. Quando essas outras coisas permanecem constantes, dizemos que a quantidade demandada e o preço têm uma relação negativa (ou inversa). Se o preço sobe, a quantidade demandada cai, e quando o preço cai à quantidade demandada sobe.

A cada preço a quantidade demandada é a quantidade máxima que os compradores desejam comprar àquele preço. A quantidade demandada não é necessariamente a quantidade comprada.

Deve-se enfatizar que variações no preço do bem provocam mudanças na quantidade demandada, com a curva de demanda permanecendo inalterada. Assim, falar em demanda significa referir-se a toda curva, enquanto que quantidade demandada refere-se a um dado ponto dessa mesma curva.


DIVISÃO DO ESTUDO DA MICROECONOMIA



Imagem: Internet




A teoria econômica consiste nos seguintes tópicos:

1. ANÁLISE DE DEMANDA

A teoria da demanda ou procura de uma mercadoria ou serviço divide-se em teoria do consumidor (demanda individual) e teoria de demanda do mercado.

2. ANÁLISE DE OFERTA

A teoria da oferta de um bem ou serviço também subdivide-se em oferta da firma individual e oferta de mercado. Dentro da análise da oferta da firma são abordados a teoria da produção, que analisa as relações entre quantidades físicas do produto e os fatores de produção, e a teoria dos custos de produção, que incorpora, além das quantidades físicas, os preços dos insumos.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA




Imagem: Internet





A microeconomia, também é chamada de Teoria dos preços, ela analisa a formação dos preços nos mercados de bens e serviços e dos serviços dos fatores de produção (salários, juros, aluguéis e lucros). Ela procura interpretar como as empresas e os consumidores interagem nos mercados na definição dos preços e quantidades dos bens, serviços e fatores de produção disponíveis.

A condição Coeteris Paribus, que é uma expressão latina que significa que tudo mais permanece constante, ou seja, supõem-se que a variável em estudo não afeta e nem é afetada pelas demais, podendo assim ser analisada isoladamente. Essa condição serve também para analisar mercados isoladamente.

Por exemplo, se quiser saber o efeito isolado de uma variação de preço de um determinado bem na demanda desse bem, independente do efeito de outras variáveis que também afetam a demanda, como a renda do consumidor, gostos e preferências etc.

domingo, 11 de março de 2012

DEZ PRINCÍPIOS DE ECONOMIA



Imagem: Internet




DEZ PRINCÍPIOS DA ECONOMIA



Princípio 1: As Pessoas Enfrentam Trade-offs

A primeira lição sobre a tomada de decisões está resumida no provérbio: “Nada é de graça”. Para conseguirmos algo que queremos, geralmente precisamos abrir mão de outra coisa de que gostamos. A tomada de decisões exige escolher um objetivo em detrimento de outro.

Consideramos, por exemplo, uma estudante que precisa decidir como alocar seu recurso mais precioso, o tempo. Ela pode passar todo o seu tempo estudando economia, ou estudando psicologia, ou pode dividir seu tempo entre as duas disciplinas. Para cada hora que passa estudando uma matéria, ela abre mão de uma hora que poderia usar para estudar á outra. E, para cada hora que passa estudando qualquer uma das duas matérias, abre mão de uma hora que poderia gastar cochilando, andando de bicicleta, vendo TV ou trabalhando mio período para ganhar dinheiro para alguma despesa extra.

Ou consideremos um casal decidindo como gastar sua renda familiar. Eles podem comprar comida, roupas, ou pagar uma viagem para a família. Ou podem poupar parte da renda para sua aposentadoria ou para pagar a faculdade dos filhos. Quando decidem gastar um dólar a mais em qualquer uma dessas coisas, têm um dólar a menos para gastar em outras coisas.

Quando as pessoas estão agrupadas em sociedade, deparam - se com tipos diferentes de tradeoff. O tradeoff clássico se da entre “armas e manteiga”. Quanto mais gastamos em defesa nacional (armas) para proteger nossas fronteiras de agressores estrangeiros, menos podemos gastar com bens de consumo (manteiga) para elevar nosso padrão de vida interno. Igualmente importante na sociedade moderna é o tradeoff entre um meio ambiente sem poluição e um alto nível de renda. As leis que exigem que as empresas reduzam a poluição elevam o custo de produção de bens e serviços. Devido aos custos mais elevados, essas empresas acabam obtendo custos menores, pagando salários menores, cobrando preços mais elevados ou fazendo alguma combinação dessas três coisas. Assim, embora os regulamentos antipoluição nos proporcionem o benefício de um meio ambiente com menos poluição e a melhor saúde que dele decorre, eles trazem consigo o custo de redução da renda dos proprietários das empresas, trabalhadores e clientes.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A BASE DO PENSAMENTO ECONÔMICO

 

1. MERCANTILISTAS


Durante o período de 1500 a 1800, apareceu um grupo de autores na Europa que estavam preocupados com o processo de construção de uma nação.  Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. O governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.

Principais características do sistema econômico mercantilista:
1.      Metalismo: o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.
2.      Industrialização: o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios. Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar manufaturados era certeza de bons lucros.
3.      Protecionismo Alfandegário: os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países.
4.      Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira.

            A questão central era como uma nação poderia disciplinar suas transações nacionais e internacionais a fim de promover seus próprios interesses. A solução residia em um setor de comércio exterior forte.  Se um país pudesse obter um saldo comercial favorável, ele se beneficiaria com os pagamentos recebidos do resto do mundo. Para promover uma balança comercial favorável, os mercantilistas defendiam a regulamentação oficial do comércio.  Tarifas, cotas e outras políticas comerciais foram propostas por eles para minimizar as importações a fim de proteger a posição comercial de uma nação.

Divisão do Estudo Econômico




Podemos dividir o estudo econômico, em MICROECONOMIA e MACROECONOMIA.

  • A MICROECONOMIA estuda o comportamento de consumidores e produtores nos segmentos no qual interagem por meio de preços e quantidades relativas. O cerne da microeconomia é a análise marginal, que divide uma ação em pequenos passos e avalia os benefícios e custos de cada passo. Enquanto os benefícios de cada passo compensar o seu custo, o passo deve ser dado, porém, quando o custo excede o beneficio, o passo não deve ser dado.
  • A MACROECONOMIA estuda a determinação e o comportamento dos grandes agregados econômicos, como a renda nacional, o PIB, o consumo nacional, o nível geral de preços, o investimento agregado, as exportações etc., ou seja, analisa o comportamento da economia como um todo. Preocupando-se com a resolução de questões como inflação e desemprego no curto prazo.




sábado, 13 de agosto de 2011

O DESTINO DA SELIC NA CRISE

Imagem: Internet






Os sinais de desaceleração da economia começam a ficar evidentes. Os grandes bancos funcionam em bases sólidas. Não há notícias de que empresas brasileiras estejam altamente alavancadas em derivativos, como ocorreu no segundo semestre de 2008. E, além dessas diferenças entre as condições brasileiras para o enfrentamento da crise de 2008 e hoje, há informações até então desconhecidas sobre os efeitos de políticas anticíclicas no país, sejam fiscais ou monetárias. O quadro em 2011 é mais claro.

Em 2008, o que se sabia da experiência histórica do país era que, ao menor sinal de turbulências no mercado internacional, a resposta da política econômica no Brasil era sempre a mesma: aumentar a taxa de juros para atrair capitais e fechar as contas do balanço de pagamentos. E, quando possível, apertar as condições fiscais para garantir a solvência do governo. Era a reação clássica de um país acostumado com crises cambiais. O Brasil nunca havia feito política monetária contracíclica e as autoridades temiam seus efeitos, avaliam fontes que estavam no governo em 2008.

Por outro lado, descobriu-se no início das turbulências daquele ano que empresas brasileiras estavam com elevadíssima alavancagem em derivativos cambiais, expostas em cerca de US$ 40 bilhões, com contratos recheados de truques e gatilhos. Uma redução precipitada dos juros e a desvalorização mais acentuada da moeda doméstica poderiam agravar a situação.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Imagem: Internet





Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhões de dólares. Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito.

A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. 
 

segunda-feira, 7 de março de 2011

AUTONOMIA E INTER-RELAÇÃO COM AS DEMAIS CIÊNCIAS

Imagem: Internet




A economia assim como a qualquer outra ciência, convém á delimitação de seu núcleo e a especificação correta de seu objeto. Entretanto, na realidade é muito difícil separar os fatores essenciais econômicos dos extra-econômicos, uma vez que todos são significativos para o exame de qualquer sistema social. Sendo assim, a autonomia de cada um dos ramos das ciências sociais não deve ser tratado com um total isolamento, pois todas as manifestações das modernas sociedades se encontram interligadas, o que as diferem é que a  realidade deve ser observada sob diferentes óticas e investigadas em termos não unilaterais, apenas.

Economia e Política


Essa interdependência é secular, sendo a política uma arte de governar, ou exercício do poder, é natural que esse poder tenda a exercer o domínio sobre a economia. Pelas instituições, através do Estado, os grupos de dominação procuram interferir numa distribuição de renda que lhes seja conveniente.

Economia e História


Os sistemas econômicos por si só estão condicionados à evolução histórica da civilização. As idéias que constituem as teorias são formuladas num contexto histórico onde as atividades e as instituições econômicas são desenvolvidas. A pesquisa empírica sobre os fatos econômicos é desenvolvida com base no registro histórico das informações sobre a realidade que se propõe a analisar.

Economia e Geografia


A geografia interfere no desempenho das atividades econômicas, por meio de acidentes geográficos assim, como as divisões regionais são utilizadas para estudar as questões ligadas aos diferenciais de distribuição de renda, de recursos produtivos, de localização de empresas, dos efeitos da poluição sobre o meio ambiente, dos custos de transporte, das economias de aglomeração urbana, entre outras.

Economia e Sociologia


Quando a política econômica visa atingir certas classes sociais, ela interfere diretamente no objeto da sociologia, isto é, a dinâmica da mobilidade social entre as diversas classes de renda.

Economia, Matemática e Estatística


A economia se utiliza também da lógica matemática e das probabilidades estatísticas. Muitas relações de comportamento econômico podem ser expressas por funções matemáticas, por exemplo, a quantidade demandada Q por um indivíduo é uma função linear da renda disponível R, do preço do bem P, dos preços do substituto S e do complementar C.

DE QUE TRATA A TEORIA ECONÔMICA

Imagem: Internet




As ciências sociais procuram descrever como as pessoas agem. O que torna a economia diferente das outras ciências sociais são os modelos utilizados pelos economistas. Os modelos econômicos assumem que as pessoas são racionais (com preferências bem ordenadas), que desejam maximizar algo (tal como os lucros e a satisfação) e, a partir daí, fazem o melhor que podem, dados os recursos escassos.

Considere um modelo econômico simples. Estamos em um supermercado que tem vários caixas abertos. É um dia de muito movimento e há pessoas em todas as filas dos caixas. Queremos um modelo que faça previsões sobre quantas pessoas estarão em cada fila. Um economista provavelmente assumiria que as pessoas sabem quão rápido cada uma se move e que procuram gastar o mínimo possível de tempo na fila. Se o tempo de espera em uma fila é menor, as pessoas vão trocar de fila. Isso vai continuar até que o tempo esperado de permanência em cada fila seja igual. Essa é a principal previsão do modelo. O modelo também prevê que os caixas mais lentos terão filas menores.

A previsão do tempo de espera igual em todos os caixas é uma proposição positiva. Uma proposição positiva é uma afirmação sobre o que realmente é. Uma proposição positiva pode ser testada. Poderíamos medir o tempo de espera em um supermercado. Provavelmente, encontraríamos apenas um tempo médio de espera. Entretanto, os resultados poderiam ser falsos porque as hipóteses são falsas (as pessoas podem não ter informação suficiente ou podem importar-se com outras coisas além do tempo de espera). Portanto, uma proposição positiva é uma proposição que pode ser demonstrada verdadeira ou falsa.

Outro tipo de proposição é uma proposição normativa. Uma proposição normativa faz um julgamento moral sobre como as coisas deveriam ser. Por exemplo, alguns clientes poderiam dizer: alguns são obrigados a esperar mais que outros, o que não é justo. Sem fazer um julgamento moral, não existe maneira de dizer que tal proposição é correta.

Muitas vezes pede-se que os economistas expliquem as causas e acontecimentos econômicos. Por que, por exemplo, o desemprego entre adolescentes é maior do que entre trabalhadores mais velhos? Às vezes solicita-se que os economistas recomendem políticas que melhorem os resultados da economia.

O que, por exemplo, o governo deveria fazer para melhorar o bem-estar econômico dos adolescentes? Quando tentam explicar o mundo, os economistas são cientistas. Quando tentam ajudar a melhorar a situação, são conselheiros políticos.



quarta-feira, 2 de março de 2011

A GRANDE DEPRESSÃO

Imagem: Internet



Também conhecido como a Crise de 1929, foi uma grande recessão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da decada dos anos 30, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial.  A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do seculo XX.

Este período de recessão econômica causou:

Ø       altas taxas de desemprego
Ø       quedas drásticas do PIB
Ø       quedas drásticas na produção industrial
Ø      quedas nos preços de acoes
Ø       quedas  em praticamente todo medidor de atividade econômica

terça-feira, 1 de março de 2011

MACROECONOMIA: A ABORDAGEM MACROSCÓPICA

Imagem by Internet



A Análise Macroeconômica foi particularmente desenvolvida após a publicação, em 1936, da principal obra de J. M. Keynes (1883-1946), The general theory of employment, interest and money.

Esta obra é de enorme significado histórico, pode ser considerado, de um lado, fruto dos difíceis anos da Grande Depressão, e de outro, da incapacidade revelada pela Microeconomia Clássica e neoclássica para solucionar os problemas macroeconômicos do desemprego em massa. A estrutura da mentalidade neoclássica tinha sido organizada em torno da suposição de que o pleno emprego seria o nível normal de operação da economia, que os afastamentos em relação ao mesmo seriam de menor importância e que – quando ocorressem distorções – o próprio sistema de preços, agindo livremente, geraria automaticamente as correções necessárias.

Entretanto, apesar da estrutura lógica e do seu raciocínio, a Análise Microeconômica tradicional parecia ter pouco a oferecer aos governos dos países ocidentais, abalados pela Grande Depressão. A tarefa de modificar a estrutura teórica da Economia tradicional coube a J. M. Keynes. Com ele, a ênfase analítica da Economia passaria do ramo micro para o macro.


MICROECONOMIA: UMA ABORDAGEM MICROSCÓPICA

Imagem: Internet


A abordagem microeconômica remonta aos primeiros autores clássicos, como Smith (1723-1790), Ricardo (1722-1823), Say (1767-1832) e Stuart-Mill (1806-1873). Partindo da análise do comportamento racionalista do “homem econômico”, tanto produtores como consumidores, eles investigaram os mecanismos de funcionamento e de equilíbrio da economia.

As investigações microeconômicas desses autores clássicos só iriam chocar-se a partir da Segunda metade do século XVIII, com o teor macroscópico da crítica marxista, que abordou o sistema econômico ocidental a partir de um enfoque globalista, desviando a atenção dos teóricos da época para questões de natureza bem diversa daquela que até então haviam sido teoricamente enfatizados. Mas, após o breve intervalo da contundente crítica de Marx, um outro grupo de teóricos iria novamente ocupar-se do desenvolvimento da Análise Microeconômica, chegando à Síntese Neoclássica com Alfred Marshall.

Assim, a Teoria Econômica clássica e neoclássica, que dominou as investigações econômicas desde Adam Smith até as primeiras décadas do século XX, estaria voltada essencialmente para a Análise Microeconômica. Partindo da análise do comportamento racionalista dos consumidores e dos produtores e fruto da filosofia individualista que prevaleceu na segunda metade do século XVIII (fundamentação neoclássica – Adam Smith – mão invisível – “a busca dos indivíduos pela maximização de seus interesses conduz, tal como por uma mão invisível, a um curso de ação que beneficia a sociedade como um todo”, bem-estar social), a Análise Microeconômica iria ligar-se ao exame das ações dos agentes econômicos privados, em suas atividades de produção e de consumo. E, através desse enfoque, procuraria investigar as possibilidades da eficiência e de equilíbrio dos sistemas econômicos como um todo.